• Taís Fagundes

Escrita afetiva: tempo & Dezembro

Ahhh, o tempo!

Uma estação, um novo mês e uma intensa pulsação do recomeço.


Ele pode até caber no relógio, em um incessante contar de segundos.

Porém, prefiro é calcular pelas batidas do ritmo do coração.

Nossa, como a moça é poética, diriam os mais analíticos.

E a concordância procede. Pois é uma escolha optar por viver a vida em rumo de prosa e poesia do que somente na análise fria da curva.


Período, prazo e duração das fases; ciclos, datas e dias; meses, anos e minutos; momentos, temporadas e ocasiões. Na real, o tempo aparece em diversos ensejos, com nomes substitutos para dar ênfase ao discurso.


Porém, continua sendo a parte contável que guia o andar dos passos.

“Não desperdice sua vida”, dizem as pessoas mais sábias.

A questão é: o que significa desperdiçar, afinal?


Não pense você que compartilharei conceitos fechados, pois acredito que cada resposta é passível de decisões pessoais e o ativo do tempo é seu para gerenciar.

Trago mesmo é reflexões para o ecoar da energia e da disposição dos seres humanos.


Em uma leitura recente, li que os dias podem até passam devagar, mas os anos não.

Estes planam no finito e assustam os tempos moderninhos.


Eu sei, nosso cérebro não está programado para pensar em quanto tempo nos resta de vida. Inclusive, está mais propício em sofrer pelo que ainda não aconteceu. É a ansiedade que bate na porta e há um convite à decisão: a deixo entrar ou resolvo deixá-la no lacônico?


Tudo é escolha.

Ficar ou ir.

Falar ou silenciar.

Agir ou paralisar.


É o eterno “isto ou aquilo” de Cecília Meireles que traz ao devaneio das perguntas:

o instante que acaba de passar é MAIS um segundo que passou ou

MENOS um segundo em sua vida?


Perceba tal a importância de decidir onde, como e com quem vamos alocar nosso tempo. Temos mais oportunidades de aclarar essa questão, pode acreditar.

Começaremos pelo agora.

Oi, Dezembro!

Pode entrar.💙