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Maria Quitéria

No mês da mulher, conheça a história de Maria Quitéria.

1792 - 1853 | Militar brasileira

Quando soube que o soldado Medeiros era, na verdade, uma mulher, seu comandante ficou indignado. Mas deu o braço a torcer: era uma combatente importante demais para se abrir mão.


Mulheres não podiam se alistar no Brasil, mas para Maria Quitéria foi feita uma exceção, incentivando outras a pegar em armas como ela.


Maria Quitéria tinha 30 anos quando deixou a casa do pai para se tornar a primeira militar mulher do Brasil. Queria defender a independência proclamada em 7 de setembro de 1822. A conquista de autonomia em relação a Portugal encontrou oposição na metrópole e rendeu uma série de batalhas pelo Brasil.


Buscando manter em mãos em cidades estratégicas, os lusitanos assumiram o comando de Salvador, ex-capital da Colônia. No interior a resistência era mais forte - e Feira de Santana, terra natal de Maria Quitéria, foi uma das cidades mais aguerridas.


Ouvindo que as tropas precisavam de homens, ela decidiu que também podiam contar com uma mulher: pegou a farda do cunhado, encurtou o cabelo e se uniu ao regimento de artilharia. Sem medo, participou de algumas das principais batalhas e liderou campanhas para capturar reféns.


Maria Quitéria ganharia o epíteto de heroína da Independência e foi condecorada pelo Imperador Dom Pedro 1º, que também assinou uma carta ao pai dela, pedindo que perdoasse a filha pela fuga de casa. Em 1996, foi declarada patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Hoje, seu retrato pode ser visto em todos os estabelecimentos militares do País.


Fonte: revista Super Interessante. 70 mulheres que mudaram o mundo.