• Taís Fagundes

"Se" de Rudyard Kipling

Rudyard Kipling, romancista e poeta inglês, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1907, escreveu o clássico poema If.


Com o objetivo de transmitir sua sabedoria ao filho, Kipling dá conselhos ao jovem de como encontrar seu lugar no mundo e viver feliz. Sua escrita é em forma de condicionais. "Se" você seguir este conselho, terá uma jornada satisfatória e honrosa.


Kipling escreve ao filho John, porém pelo estilo da escrita, é como se falasse direto ao leitor.

Tragicamente, o caçula de Kipling morreu aos 18 anos no front da Primeira Guerra Mundial, sem talvez ter seguido os conselhos de seu pai.

If you can keep your head when all about you Are losing theirs and blaming it on you, If you can trust yourself when all men doubt you, But make allowance for their doubting too; If you can wait and not be tired by waiting, Or being lied about, don't deal in lies, Or being hated, don't give way to hating, And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream - and not make dreams your master, If you can think - and not make thoughts your aim; If you can meet with Triumph and Disaster And treat those two impostors just the same; If you can bear to hear the truth you've spoken Twisted by knaves to make a trap for fools, Or watch the things you gave your life to, broken, And stoop and build em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings And risk it all on one turn of pitch-and-toss, And lose, and start again at your beginnings And never breath a word about your loss; If you can force your heart and nerve and sinew To serve your turn long after they are gone, And so hold on when there is nothing in you Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue, Or walk with kings -- nor lose the common touch, If neither foes nor loving friends can hurt you; If all men count with you, but none too much, If you can fill the unforgiving minute With sixty seconds worth of distance run, Yours is the Earth and everything that's in it, And - which is more -- you'll be a Man, my son!


Se és capaz de manter a tua calma quando Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; De crer em ti quando estão todos duvidando, E para esses no entanto achar uma desculpa; Se és capaz de esperar sem te desesperares, Ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores. Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires Tratar da mesma forma a esses dois impostores; Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas Em armadilhas as verdades que disseste, E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas, E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida, E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, Resignado, tornar ao ponto de partida; De forçar coração, nervos, músculos, tudo A dar seja o que for que neles ainda existe, E a persistir assim quando, exaustos, contudo, Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes E, entre reis, não perder a naturalidade, E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes, Se a todos podes ser de alguma utilidade, E se és capaz de dar, segundo por segundo, Ao minuto fatal todo o valor e brilho, Tua é a terra com tudo o que existe no mundo E o que mais - tu serás um homem, ó meu filho!


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